FCDL-MG analisa corte da Selic como positivo, mas ainda insuficiente para impulsionar a economia
Conforme o esperado pelo mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de forma unânime, decidiu pelo corte de 0,25 pontos percentuais da taxa básica de juros nesta quarta-feira (5/8). Esta foi a quarta redução consecutiva na Selic, que agora passa a ser de 14% ao ano.
Na avaliação da FCDL-MG, a decisão do Copom, embora positiva, ainda é insuficiente diante das necessidades do mercado, principalmente para o comércio de bens e serviços.
“O comércio, que é responsável por grande parte da geração de empregos e renda, sofre diretamente com os efeitos de juros elevados, ou seja, o crédito mantém-se mais caro, o consumo é desestimulado e os investimentos são adiados”, afirma o presidente da entidade, Frank Sinatra.
“Estamos preocupados com a lentidão desse processo de redução, que não acompanha a urgência da realidade econômica. Precisamos de estímulos concretos para continuar gerando empregos e movimentando a economia de Minas Gerais e do Brasil”, completa o dirigente.
Por que a taxa Selic influencia tanto a economia?
A Selic é uma referência para as taxas de juros de bancos e demais instituições financeiras, sendo um relevante instrumento da política monetária nacional. Tudo se baseia na Selic: os investimentos, empréstimos, cobranças de multas e encargos do governo. Considerando isso, quando o Banco Central realiza as reuniões do COPOM e efetiva qualquer mudança na taxa de juros, ela é sentida em praticamente todo o mercado. Se a Selic sobe, todos os produtos financeiros indexados por ela terão um reajuste para cima e se ela cai, esses mesmos produtos terão um reajuste para baixo. Por isso ela tão importante.
Pensando em facilitar o entendimento a respeito do tema, o setor de Inteligência de Mercado da FCDL-MG elaborou uma cartilha, destacando o conceito, os objetivos e os impactos da taxa Selic para os brasileiros.

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